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COINCIDENCIA Multidisciplinar

Resultado da Convocatória Aberta para Residências na Suíça

«El color del Rio» performance and graphote drawing by Jimena Croceri @Marble Faena Arts Center ©Jimena Croceri

Artistas Selecionados

Utopiana 2019

Katherinne Fiedler

Utopiana 2020

Maura Grimaldi
Lina Mazenett & David Quiroga

La Becque 2019

Francisco Navarrete Sitja
Ismael Monticelli

La Becque 2020

Mónica Naranjo Uribe
Agustina Muñoz

Residency.ch 2019

Jimena Croceri

Residency.ch 2020

Aline Motta
Andrea Ferrero

Em agosto de 2018, o Coincidência lançou uma convocatória para artistas sul-americanos para três residências artísticas na Suíça – Utopiana, La Becque e Residency.ch. Após meses de processo de avaliação, temos o prazer de anunciar os selecionados!

Foram recebidas 463 inscrições de 10 países diferentes da América do Sul. A convocatória anunciava residências restritas a acontecerem em 2019. Entretanto, frente ao grande número e potência dos artistas inscritos, o Coincidência optou por dobrar o número de selecionados e estender o período das residências até o final de 2020.

O processo de seleção foi composto por duas etapas principais. Para a primeira fase da seleção, convidamos curadoras de quatro países distintos da América do Sul: Adriana Piñeda (Colômbia), Clarissa Diniz (Brasil), Lucrecia Palacios (Argentina) e Natasha Ponce (Chile). Nesta fase, foram analisadas todas as inscrições e geradas shortlists com o material de aproximadamente 15 artistas ou coletivos artísticos para cada uma das três residências. Dossiês dos artistas pré-selecionados foram enviados para Utopiana, La Becque e Residency.ch, que ficaram responsáveis pela seleção final de seus futuros convidados.

Parabéns aos artistas selecionados: Katherinne Fiedler (Peru), Maura Grimaldi (Brazil), o duo David Quiroga & Lina Mazenett (Colômbia), Francisco Navarrete Sitja (Chile), Ismael Monticelli (Brazil), Mónica Naranjo Uribe (Colômbia), Agustina Muñoz (Argentina), Jimena Croceri (Argentina), Aline Motta (Brazil) and Andrea Ferrero (Peru).

Conheça mais sobre cada artista, divididos por residência:

Utopiana em 2019

Katherinne Fiedler  (Peru, 1982) tem focado seu trabalho na exploração de noções relacionadas à paisagem e à natureza em relação a questões políticas, poéticas e de construção social, investigando o poder e as possibilidades de contextos e elementos naturais para levantar questões e reflexões globais. A paisagem, o território e a representação da natureza em relação aos fatores políticos, poéticos e de construção social a partir de uma abordagem nostálgica são as diretrizes onde seu trabalho reside, traçando pontes entre a memória individual e a coletiva.

 

Utopiana em 2020

Maura Grimaldi (Brasil, 1988) trabalha como artista e pesquisadora. Sua prática pode ser analisada a partir de três pontos gerais principais, como ela explica: «a imagem como uma experiência mágica e reveladora; sua ontologia; e os dispositivos e processos técnicos que estão envolvidos em sua concepção, produção e reprodução». O interesse de Maura foca-se em assuntos como fantasmagoria, o invisível, as tecnologias fotográficas já obsoletas e dispositivos relacionados à experiência imersiva da contemplação de imagens. Através de seus recentes experimentos com filmes de 16mm, ela também está levando em consideração temas como telepatia, possessão, influência, hipnose, dispersão, não-vigilância/não-vigília para pensar em outras relações do corpo e da percepção.

Lina Mazenett & David Quiroga (Colômbia, 1989 e 1985) são um duo de artistas que explora a inter-relação entre organismos e os equivocadamente chamados «recursos» do meio ambiente, e sua distribuição e ressignificação através da cultura. Eles empenham-se em diluir a distinção entre os conceitos de natureza e cultura através de práticas que oscilam entre passado e presente, ciência e mitologia, culturas ameríndias e influências ocidentais. Seu trabalho inclui instalações, fotografias, esculturas e intervenções.

 

La Becque em 2019

Francisco Navarrete Sitja (Chile, 1986) é estudante bolsista do Programa de Estudos Independentes, PEI, no MACBA, Museu de Arte Contemporânea de Barcelona, na Espanha. Suas práticas estéticas investigam os processos de configuração, representação hegemônica e implicação afetiva ao que se denomina natureza, território, materialidade e identidade, com abordagens decoloniais e pós-humanas, através das diversas possibilidades expressivas que as imagens, diagramas, arquivos, literatura e sons lhe permitem.

Ismael Monticelli (Brasil, 1987) é um artista e pesquisador que atualmente participa da Residência ArtSonica com uma pesquisa sobre a história do Morro do Castelo – uma colina que foi o ponto de partida da cidade do Rio de Janeiro e que foi eliminada da paisagem no início do século XX. O trabalho de Monticelli busca apresentar espaços, objetos, materiais e narrativas de outras formas, revelando o que não é facilmente percebido ou visto, tentando tecer outras relações entre aparência e realidade. Tais experiências geraram proposições em vários meios, como objetos, instalações, fotografias e vídeos.

 

La Becque em 2020

Mónica Naranjo Uribe (Colombia, 1980) combina diferentes medios, como dibujo, vídeo, fotografía y escultura, para explorar formas de crear narrativas en el espacio que puedan sumergir al espectador en una atmósfera de paisajes ficcionales. En los últimos años, se interesó por geología como forma de pensar en territorios a partir de un terreno neutro y un camino físico, además de la escala temporal humana. En sus propias palabras: «encuentro gran potencial poético en las descripciones hechas por la ciencia. Se tornan historias casi ficticias del mundo natural que, paradoxalmente, nos ayudan a entenderlo mejor». Actualmente, su investigación de orientación geológica se concentra en la exploración de cavernas.  Ella también es fundadora y editora de la Nomada Ediciones.

Agustina Muñoz (Argentina, 1985) trabalha com performance e filmes. Trabalhando com os conceitos de grupo e individualidade, intimidade e coletividade, Agustina faz performances solo e também peças coletivas, nas quais corpos e vozes são um composto de linhas temporais e heranças. Falando sobre sua pesquisa atual, ela diz: «estou lendo diários e cartas pessoais de mulheres europeias que viviam na Argentina no final do século XIX e início do século XX. Há algo na maneira como descrevem a natureza que é irresistível para mim. Mas elas também descrevem <os outros>: os indígenas, que representam perigo, o proibido, o assustador e o selvagem. Estudando línguas indígenas, descobri que em muitas delas as coisas e pessoas não são, mas parecem: <isso parece uma árvore>, <ele parece Pedro>. Há algo nesse <parece> que mexe comigo.»

 

Recidency.ch em  2019

Jimena Croceri (Argentina, 1981) trabalhou com uma variedade de meios, incluindo escultura, performance, sons e instalação. Sua prática artística caracteriza-se por intenção e experimento, por resistência e fluidez, consistindo em vários elementos que são todos protagonistas: tempo, acaso, colaboração, correlação e coincidência. Uma grande parte do seu trabalho é baseada na produção de conhecimento coletivo com outros ao seu redor, como parte de um formato de laboratório experimental. Em 2018, ela iniciou um ciclo de trabalho com a artista suíça Sarina Scheidegger chamado «Nosotrxs, cuerpos de agua» (Nós, corpos de água), no qual elas desenvolveram o tema da água e sua relação com corpos, (hidro)feminismo, natureza e política.

 

Recidency.ch em 2020

Aline Motta (Brasil, 1974) combina diferentes técnicas e práticas artísticas, mesclando fotografia, vídeo, instalação, arte sonora, colagem e materiais têxteis. Ao investigar sua própria história familiar, sua pesquisa busca revelar outras corporalidades, criar sentido, ressignificar memórias e elaborar outras formas de existência. A partir de experiências pessoais, o trabalho de Aline visa discutir questões mais amplas como o racismo, formas usuais de representação, a noção de pertencimento e identidade em uma sociedade que ainda tenta se reconciliar com sua violenta História e as noções romantizadas sobre sua elogiada miscigenação.

Andrea Ferrero (Peru, 1991) trabalha com a arquitetura como ferramenta para romper a memória coletiva e questionar as bases do poder político, jogando com noções de possibilidade e contramemória. Sua prática considera espaços imaginados ou construídos, interpretando a arquitetura como um reflexo da sociedade que eles hospedam e examinando as formas em que a arquitetura e o planejamento urbano afetam a dinâmica da cidade e vice-versa. Ela está preocupada não apenas com a lembrança, mas também – e, talvez, principalmente – com o esquecimento. Essas ideias são muitas vezes materializadas através de peças arquitetônicas, réplicas 1:1 de contornos de construções e representações de construções imaginadas do que <poderia ter sido>.