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COINCIDENCIA Turnê / Exibição

Artista Sasha Huber apresenta a exposição «Nome Próprio»

«Agassiz: The Mixed Traces Series. Somatological Triptych of Sasha Huber I» ©Sasha Huber

Mais informações

Sasha Huber

«Nome Próprio»

Datas
1 Junho a 31 Julho 2019

Local
Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, Rio de Janeiro, Brasil

Abertura

Programas Públicos

Como os lugares ganham seus nomes?

O que significa perpetuar um personagem, associando seu nome a um espaço público?

Que histórias e silêncios tais gestos revelam?

Essas são algumas das perguntas que guiam o trabalho da artista suíço-haitiana Sasha Huber há mais de uma década. As questões são também o fio condutor da exposição «Nome Próprio» que abre no Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica dia 1 de junho de 2019 (sábado), com curadoria de Sabrina Moura.

Sasha Huber, Rentyhorn, video, 4:30 min, 2008. Still photo ©Siro Micheroli
Sasha Huber, Rentyhorn, video, 4:30 min, 2008. Still photo ©Siro Micheroli

O interesse da artista pelas políticas da memória se iniciou em 2007, quando passou a integrar o comitê internacional Desmontando Louis Agassiz, a convite de Hans Fässler. Agassiz (1807-1873) foi um cientista suíço, autor de teorias que pautaram a segregação racial na segunda metade do século 19. Embora duramente contestada, sua trajetória científica segue perpetuando o nome de Agassiz em diversos espaços públicos e formações geográficas ao redor do mundo. Entre esses espaços, está o Monte Agassiz (Agassizhorn), nos Alpes suíços, a Praça Agassiz, na região do Méier (Rio de Janeiro), e as Furnas de Agassiz, na região de Itanhangá. A ligação de Agassiz com o Brasil possui uma longa história. Já nos anos 1860, ele percorreu o Rio de Janeiro e a Amazônia com a Expedição Thayer, fotografando homens e mulheres sob uma perspectiva evolucionista.

«Furnas de Agassiz», postcard from 1908, found on a Rio de Janeiro flea market in 2009.
«Furnas de Agassiz», postcard from 1908, found on a Rio de Janeiro flea market in 2009.

Até o presente, as ações de Sasha Huber constituem um vasto corpo de performances, vídeos, fotografias, livros e instalações dedicadas ao questionamento da neutralidade científica no campo das teorias raciais. O conjunto dessas intervenções é o fio condutor da mostra «Nome Próprio», cujo mote é discutir as políticas de rememoração e esquecimento que assombram o século 21.

A exposição é acompanhada por uma série de programas públicos idealizados por Lorena Vicini. Sob a forma de debates, laboratórios, visitas guiadas e workshops, as atividades expandem os entendimentos sobre história e memória a partir da obra de Sasha Huber, bem como discutem como as camadas narrativas podem ser visibilizadas e questionadas pela arte.

A exposição «Nome Próprio» é apoiada pela Fundação Pro Helvetia no contexto do programa «COINCIDÊNCIA – Intercâmbios Culturais entre Suíça e América do Sul», em parceria com Frame Contemporary Art Finland e Capacete. Os programas públicos têm o apoio do Goethe-Institut Rio de Janeiro.