Nossos escritórios e parceiros internacionais

Para informações mais detalhadas, clique nos centros culturais e escritórios abaixo. Para maiores informações sobre a sede em Zurique, favor acessar: www.prohelvetia.ch

« Atividades de Abertura »

Pro Helvetia abre escritório na América do Sul

O Conselho de Artes Suíço Pro Helvetia abrirá um escritório na América do Sul em 2021, com funcionários localizados no Chile, Argentina, Brasil e Colômbia, dando seguimento ao bem sucedido programa « COINCIDENCIA – Swiss & South American Cultural Exchanges ». O programa foi lançado em 2017 e apoiou inúmeros projetos de artistas suíços na América do Sul, possibilitando colaborações envolvendo profissionais e instituições culturais suíças e sul-americanas. O novo escritório permitirá que a Pro Helvetia consolide as relações internacionais já existentes e acrescente uma sétima região importante àquelas já cobertas por sua rede global de escritórios no exterior.

Contextualizado na Declaração de Política Cultural 2016-2020 do governo suíço (“Kulturbotschaft“), o programa « COINCIDENCIA – Swiss & South American Cultural Exchanges » foi lançado com o intuito de promover a disseminação da arte e cultura suíças na América do Sul e fortalecer o intercâmbio cultural suíço-sul-americano. Cerca de 250 projetos, incluindo exposições, concertos e turnês teatrais, visitas de leitura e residências, foram realizados desde 2017 aprofundando colaborações entre profissionais e instituições culturais na Suíça e seus parceiros em dez países sul-americanos.  

Tendo em vista o grande potencial cultural e o sucesso do trabalho de base, a Pro Helvetia decidiu estabelecer uma presença permanente na América do Sul a partir de 2021, após o encerramento do programa « COINCIDENCIA »  que durou quatro anos. O objetivo é continuar as parcerias estabelecidas pelo programa nas áreas artísticas que o Conselho Suíço de Artes apoia, que abrangem artes visuais e interdisciplinares, música, literatura, design e mídia interativa. O novo escritório também iniciará colaborações em conexão com o novo foco da Pro Helvetia nas artes, ciência e tecnologia, assim como residências e viagens de pesquisa. 

A Pro Helvetia se esforça para promover um diálogo construtivo e crítico entre a Suíça e as regiões culturais em que estão localizados seus escritórios, promovendo a diversidade das perspectivas artísticas e sociais dos participantes envolvidos. « As relações multilaterais também são de grande importância no mundo da cultura. A abertura de um escritório da Pro Helvetia na América do Sul é um enriquecimento marcante da nossa rede global. A consolidação de nosso diálogo cultural com o continente sul-americano neste momento turbulento representa uma grande oportunidade para a produção cultural tanto na Suíça como nas regiões em que estamos representados », disse Philippe Bischof, Diretor do Conselho Suíço de Artes Pro Helvetia. 

Tendo em vista a extensão geográfica e a diversidade do continente, o escritório será composto por quatro locais: Santiago do Chile (administração), São Paulo, Buenos Aires e Bogotá. Os seis funcionários locais têm um conhecimento profundo e excelentes conexões com os cenários culturais de sua região, e ajudarão a forjar parcerias entre os praticantes culturais locais e suíços. Eles são, além disso, todos falantes nativos – português para o Brasil e espanhol para os demais países. 

Com sua presença na América do Sul, a rede global da Pro Helvetia passará a abarcar sete grandes regiões ao redor do mundo. Elas são, além da América do Sul: os países árabes (escritório no Cairo), África Austral (Johannesburg), Rússia (Moscou), Sudeste Asiático (Delhi), China (Xangai) e o Centre culturel suisse em Paris.  

Mais informações

PLANTA

Quando?
13, 14, 15, 20, 21, 22, 27, 28, 29 de Novembro

Nos envie um email, entraremos em contato assim que as inscrições estiverem abertas:
coincidencia@prohelvetia.ch

A PLANTA, em colaboração com os coletivos argentinos Escena Política e Identidad Marrón, está organizando um webinário sobre a descolonização das instituições culturais. Em colaboração com profissionais culturais suíços e argentinos, o webinário, intitulado « Race & Fiction », examinará o contexto colonial das estruturas racistas na Argentina, assim como as referências à Suíça, e também questionará o papel da cultura neste contexto.

« RAÇA E FICÇÃO »

Encontros de pensamentos e ações

Durante o mês de novembro PLANTA convida você para fazer parte desses encontros de pensamentos e ações criados por artistas, ativistas, pensadores e coletivos, em torno das múltiplas formas do racismo na Argentina. Haverão atividades, conversas, estreias de materiais audiovisuais e encontros coordenados pelos coletivos Identidad MarrónEscena Política em diálogo com Soraya Maicoño, Dani Zelko, Lucrecia Martel, Carlos Masotta, Cesar Gonzalez, Federica Folco (Uruguai) Brandy Butler (EUA/Suíça), Sally Schonfeldt (Austrália/Suíça), Kadiatou Diallo (África do Sul/Suíça).  

VISÃO GERAL

Em um contexto mundial onde os conceitos de raça e colonialismo, e as relações que estes propõem ao âmago da sociedade, são postos em questão, propomos colocar um foco na forma como eles operam dentro do campo cultural da sociedade argentina. A partir daí, surge um mecanismo de pensamento e ação que permite o intercâmbio com artistas e pensadores de outros territórios e permite, a partir de produções locais ,a abordagem de problemas globais e possíveis formas futuras de relacionamento. Os encontros são trocas entre as criações de coletivos e indivíduos, de pensadores e artistas, de pensamentos e práticas. No desenvolvimento desses materiais são exploradas as formas em que o racismo e as ficções que o sustentam se entrelaçam no presente, no passado e no futuro. Estes encontros serão centralizados nas questões possibilitadas por essa conscientização urgente. 

SOBRE PLANTA

Localizada no sul da cidade, no bairro Parque Patricios, PLANTA promove práticas de contato e criação para provocar o corpo através de experiências transdisciplinares. As artes performáticas e audiovisuais são encontradas nas práticas contemporâneas de treinamento, experimentação, formação e produção; concebidas para visitantes amadores e profissionais, nacionais e internacionais, em um corte social amplo e transversal.  

Todas as informações em www.plantainclan.com  

EQUIPE RAÇA & FICÇÃO:

Edição de vídeo: Manoel Hayne e Tomás Guiñazú
Foto: Nacho Yuchark
Traduções: Marina Tampini e colaboradores
Web master: Alexis Paredes
Operadores técnicos: r3nder blas lamagni 
Legendas: Fixie Films
Coletivos convidados: Identidad Marrón and Escena Politica.
Curadoria e produção geral: Elisa Carricajo, Melina Seldes, Juan Onofri Barbato.
Financiamento: Programa « COINCIDENCIA – Pro Helvetia ».
Produzido por: pesquisa PLANTA e criação transversal. 

Membros Identidad Marrón que estão atuando nesta ação:
Alejandro Mamaní, América CanelaValeria LizFlorencia MamaníEuge ChoqueBby Wacha, Soledad Apaza M.Melisa Yaleva.

Escena Política são:
Ariel Lutzker, Celia Arguello, Silvio Lang, Florencia Vecino, Amparo González Solá, Diego Echegoyen, Jimena Pérez Salerno, Diana Szeinblum, Nahuel Cano, Alina Marinelli, Bárbara Hang, Cecilia White, Manuela Fraguas, Margarita Molfino, Martin Tchira, Laura Kalauz, Elisa Carricajo, Melina Seldes and Juan Onofri Barbato. 

 

« PROGRAMAÇÃO »

PART I 
NOVEMBRO
13, 14, 15  

Memória como território futuro
Atividades online gratuitas

Artistas em diálogo: Soraya Maicoño (Puel Mapu), Dani Zelko (Argentina), Brandy Butler (EUA/Suíça), Dana Rosenzvit (Argentina), e Kadiatou Diallo (África do Sul/Suíça).

Inauguramos RAÇA & FICÇÃO com esse primeiro momento chamado “Memória como território futuro”, que consiste na junção de áudios, trabalhos audiovisuais, atividades práticas e conversas, onde todos os conteúdos apresentados foram criados especialmente para esse evento, com o desejo de gerar novas instâncias de reflexão sobre as múltiplas formas que a violência racista assume.  

Propomos principalmente estímulos sonoros para criar um caminho à dimensão ancestral e cerimonial que habita a palavra e a linguagem. Em um momento onde telas e a distância se tornam realidades obrigatórias continuamos nos perguntando como produzir encontros de participação corporal e espiritual que contribuam para a reconstrução de outros modos de vida e outras formas de criação. 

Mais informações em www.plantainclan.com 

SEXTA-FEIRA 13 

18 H  [AR/BR] 
11 PM [CH

Abertura
Zungu Mapu Rupu Meu: A justiça deve ser inventada.
60’ ESP/ subt ENG 

Criado por: Soraya Maicoño y Dani Zelko 

Durante três meses Soraya e Dani trocaram palavras e canções através do Whatsapp, enfatizando a relação entre espiritualidade e política, canto e violência, terra e justiça. A partir da escuta de todo esse material, criaram juntos essa experiência sonora. 

Ativação física a partir da escuta. 

Durante alguns minutos, através de uma prática guiada pela voz desta artista uruguaia, convidamos o público para essa experiência comovente!  

Para lembretes e informações ACESSE AQUI www.plantainclan.com 

Encontros de escuta cara-a-cara (OPCIONAL) 

A peça “A la justicia hay que inventarla” (A justiça deve ser inventada) pode ser ouvida em encontros de escuta coletiva em espaços públicos localizados em diferentes cidades e vilas do país e da região. No final da escuta, daremos um fanzine feito por Soraya Maicoño e Dani Zelko para aqueles que vierem escutar. 

Você pode participar de uma rodada de escuta ao vivo nestas cidades: Ingeniero Huergo (Rio Negro, Arg), Fiske Menuco (Gral Roca, Rio Negro, Arg), Neuquen Capital (Neuquen, Arg) , Junin de los Andes (Neuquen, Arg) Niebla (Valdivia, Região de los rios, Chile), Paraná (Entre Ríos, Arg) 

É necessário levar seu telefone carregado, com um fone de ouvido e dados móveis. Uma pessoa do coletivo estará esperando por você no local escolhido para acompanhá-lo até o encontro.  

Para mais informações CADASTRE-SE AQUI  www.plantainclan.com 

21 H [AR/BR]
1 AM [
CH]

Estréia
Meditação para os deslocados: visão noturna
40’ ENG / subt ESP

Material audiovisual, criado pela artista convidada Brandy Butler e seu colaborador Juan Ferrari, inspirado em textos de pessoas escravizadas sobre a incapacidade de descansar; o descanso como ferramenta fundamental de resistência.  

SÁBADO 14  

12 H [AR/BR]
4 PM [
CH]

RetransmiÇÃO
Zungu Mapu Rupu Meu: A justiça deve ser inventada.
60’ ESP/ subt ENG 
Criação: Soraya Maicoño y Dani Zelko 

15 H [AR/BR]
7 PM [
CH]

Retransmição
Meditação para os deslocados: visão noturna
40’ ENG / subt ESP

17 H [AR/BR]
9 PM [
CH

ESTRÉIA
Conversa com Dana Rosenzvit e Kadiatou Diallo
75’ ENG / subt ESP


A socióloga argentina Dana Rosenzvit dialogará com a co-diretora da SPARCK, um espaço de pesquisa, criação e conhecimento pan-africano na Suíça, Kadiatou Diallo sobre processos raciais em fundamentos afro-diaspóricos. 
*Conceito elaborado pelo antropólogo argentino, Alejandro Frigerio 

DOMINGO 15 

12 H [AR/BR]
4 PM
[CH]

Retransmissão
Conversa com Dana Rosenzvit e Kadiatou Diallo
75’ ENG / subt ESP

15 H [AR/BR]
7 PM [
CH

Retransmissão
Zungu Mapu Rupu Meu: A justiça deve ser inventada.
60 ESP/ subt ENG 

Criação: Soraya Maicoño y Dani Zelko 

17 H [AR/BR]
9 PM [CH] 

Retransmissão
Meditação para os deslocados: visão noturna
40’ ENG / subt ESP

PARTE II
NOVEMBRO 20, 21, 22 

O Colonialismo como Educação Sentimental

Atividades virtuais gratuitas.  

Criações do Colectivo Escena Política (Argentina) em diálogo com Sach’a Sawila (Bolivia), Sally Schoenfeldt (Austrália/Suíça) e Carlos Masotta (Argentina) 

A Escena Política compartilha seu processo de pesquisa e criação, desde a questão do racismo em nossa jornada rumo ao rio. Uma viagem que acontece entre encontros físicos, clandestinos e virtuais, e encontros epistolares e oníricos de espiritualidades inventadas. 

Uma viagem pela educação sentimental colonial, as ficções do projeto branco moderno e seus monumentos chiques, eventos escolares, mapas, o estado nacional e seus horrores, a posse da terra, o Monumento Colombo, os Descabezados, os diálogos com Sacha Sawila, Carlos Masotta, Sally Schonfeldt, em Buenos Aires, Florença, Amsterdã, Zurique, há 1000 anos, hoje, o futuro.  

Uma tentativa coletiva de desmantelar a branquitude, o cultivo de um jardim decolonial, um ritual de retorno, uma viagem ao rio. 

SEXTA-FEIRA 20  

19 H [AR/BR]
11 PM [
CH]

estréia
Educação Sentimental Colonial parte 1
60’ ESP/subt ENG
Peça audiovisual, criada pela Escena Política.  

20:30 H [AR/BR]
00:30 AM [
CH]

Estréia
Educação Sentimental Colonial parte 2
45’ ESP/subt ENG
Peça audiovisual, criada pela Escena Política.  

SÁBADO 21 

12 H [AR/BR]
4
PM [CH]

Retransmissão
Educação Sentimental Colonial parte 1
60’ ESP/subt ENG

Peça audiovisual, criada por Escena Política.  

13:30 H [AR/BR]
5:30 PM [CH]

Retransmissão
Educação Sentimental Colonial parte 2
45’ ESP/subt ENG

Peça audiovisual, criada por Escena Política.  

DOMINGO 22 

19 H [AR/BR] 
11 PM
[CH]

Retransmissão
Educação Sentimental Colonial parte 1
60’ ESP/subt ENG

Peça audiovisual, criada por Escena Política.  

20:30 h [AR/BR]
00:30 AM [CH

Retransmissão
Educação Sentimental Colonial  parte 2
45’ ESP/subt ENG 

Peça audiovisual, criada por Escena Política.  

PARTE III
NOVEMBRO 27, 28, 29

Teatro da Justiça 

Atividades virtuais gratuitas. 

Criações dos coletivos Identidad Marrón (Argentina) e Escena Política (Argentina), em diálogo com os artistas convidados Lucrecia Martel (Argentina), Cesar González (Argentina) e Kadiatou Diallo (África do Sul/Suíça).  

Este será o último encontro da primeira edição do RAÇA & FICÇÃO e será conduzido pelos coletivos Identidad Marrón e Escena Política que após um processo de 3 meses de trabalho exibirão uma série de peças audiovisuais desenhadas e localizadas no ambiente formado pelo Teatro Colón, Escuela Presidente Roca e Palacio de Justicia de la Nación, na Cidade Autônoma de Buenos Aires.  

Estas criações coletivas apelam para diferentes tipos de registros e gêneros: documentário, televisão, ficção, performance, intervenções, para tornar evidente a história racista que estes edifícios, estas ruas, estes nomes, esta história, sobre a qual pareciam não ter nada a questionar a nós mesmos. Sejam todos bem-vindos a esta exploração artística aberta, pública e gratuita anti racista. 

SEXTA-FEIRA 27

19 H [AR/BR]
11 PM [
CH]

Estréia
Escena Marrón
« 60’ ESP / subt ENG »
 
Criação Identidad Marrón & Escena Política 

Os grupos Identidad Marrón e Escena Política apresentam uma série de peças audiovisuais que registram as ações anti-racistas que ambos os grupos realizaram nas proximidades do Teatro Colón, da Escuela Presidente Roca e do Palácio de Justiça da Nação, edifícios localizados na Plaza Lavalle, na cidade de Buenos Aires. 

Qual é a relação entre Cultura e Justiça? Como duas esferas que parecem tão distantes trabalham juntas? Qual é o nexo que une as duas? A cultura produz uma perspectiva determinada do mundo e uma correlação de forças sobre seus conflitos, enquanto a Justiça é a regra que dita a veracidade e existência dos fatos ocorridos naquele mundo: se algo aconteceu ou não deve ser provado perante a Justiça. A Justiça sustenta a correlação de forças, privilégios e possíveis (des)vantagens entre os atores sociais da Cultura. Mas serão todos eles sujeitos da lei? Somos todos iguais perante a lei? Quem está representado na cultura eurocêntrica divulgada pelo Teatro Colón? Quem não está? Qual é a ligação entre aqueles negados pelo Teatro Colón e aqueles presos pela Justiça? Como o trânsito dessas identidades oprimidas e rejeitadas pode ser deslocado por uma cultura branca hegemônica até que sejam absorvidos e apropriados pelo sistema judicial?  

21 H [AR/BR]
1 AM [
CH]

ESTRÉI
Reivindicação de olhares marrons em face do racismo estrutural
90′ ENG / subt ENG
Conversa com Lucrecia Martel, Florencia Mamaní e Alejandro Mamaní (Identidad Marrón) 

SÁBADO 28 

12 H [AR/BR]
4 PM [CH]

Retransmissão
Escena Marrón
60’ ESP / subt ENG

Criação Identidad Marrón & Escena Política 

14 H [AR/BR]
6 PM [CH] 

Estréia
Dando voz para o não dito e indizível
« 25’ ESP / subt ENG »

Continuando a discussão da Parte I, Kadiatou Diallo, curadora baseada na Basiléia-Suíça e co-diretora da SPARCK, espaço de pesquisa, criação e conhecimento pan-africano, compartilha alguns de seus projetos realizados na Suíça e no contexto africano para discutir as diferentes formas de lidar com as questões do racismo.

16 H [AR/BR]
8 PM [
CH]

Retransmissão
Reivindicação dos olhares marrons contra o racismo estrutural
« 45’ ESP / subt ENG »

Conversa com Lucrecia Martel, Florencia Mamaní e Alejandro Mamaní (Identidad Marrón)

20 H [AR/BR]
00 AM [
CH]

ESTRÉIA
Portas de cristal, portas de metal. Diferenças e similitudes
45’ ESP/ENG subt

Conversa com Cesar Gonzalez e Identidad Marrón (América Canela + Alejandro Mamani) 

DOMINGO 29

12 H [AR/BR]
4 PM [
CH]

Retransmissão
Reivindicação dos olhares marrons contra o racismo estrutural
45’ ESP / subt ENG

Conversa com Lucrecia Martel, Florencia Mamaní e Alejandro Mamaní (Identidad Marrón)

17 H [AR/BR]
9 PM [CH] 

Retransmissão
Portas de cristal, portas de metal. Diferenças e similitudes
45’ ESP/ENG subt
Conversa com Cesar Gonzalez e Identidad Marrón (América Canela + Alejandro Mamani) 

16 H [AR/BR]
8 PM [CH] 

RETRANSMISSÃO
Dando voz para o não dito e indizível
 25’ ESP / subt ENG
POR KADIATOU DIALLO

« BIOS CURADORES, ARTISTAS E COLETIVOS »

 CURADORES

Foto Elisa Carricajo PLANTA - Photo: Sebastián Arpesella

Elisa Carricajo nasceu em Mar del Plata (Argentina, 1978). Desde 2003, ela faz parte do grupo de teatro “Piel de Lava” com o qual apresentou as peças “Colores Verdaderos“, “Neblina”, “Tren“, “Museo” e “Petróleo”, trabalhando em todas elas como atriz, dramaturga e co-diretora.  Com este mesmo grupo, ela estrelou e co-produziu com Pampero Cine o filme “La Flor” de Mariano Llinás. No teatro ela trabalhou como atriz com Rafael Spregelburd, Javier Daulte, Mariano Pensotti, Santiago Gobernori, Mariana Chaud, Leandro Arecco e Agustina Muñoz, entre outros. Como dramaturga e diretora, estreou duas peças “2035” e “2040”. Junto com Lisandro Rodríguez, ela criou o díptico “Un Trabajo” e “Otro Trabajo“.  Ela realizou diversos trabalhos como atriz em filmes, entre eles: “Un crimen comºn” de Francisco Márquez, “Viola” e “La princesa de Francia” de Matias Piñeiro, “Las insoladas” de Gustavo Taretto e “Cetáceos” de Florencia Percia. Ele estudou Ciências da Comunicação na UBA. Ele co-dirige, junto com Juan Onofri Barbato, a Planta Espacial de Pesquisa e Criação Transversal. 

Juan Onofri Barbato PLANTA Photo: Anna van Kooij

Juan Onofri Barbato (Argentina 1983). Pesquisador em artes performativas e audiovisuais. Diretor das obras FYZ, TualetOccupaciones Breves, Pack, Todo junto, Los trompos, Caravana, Tridente, Los Posibles e Duramadre. Os dois últimos foram criados com o Grupo KM29, e ele trabalhou como coreógrafo em filmes de Santiago Mitre, Benjamin Naishtat e Lisandro Alonso. Ele dirige ao lado de Elisa Carricajo, o espaço PLANTA em Buenos Aires. 

Melina Seldes PLANTA Photo: Pablo Ariel Bursztyn

Melina Seldes (Argentina, 1981) é uma artista performática, pesquisadora e professora.  Ela compartilha seu trabalho e está envolvida em projetos artísticos em espaços e instituições de renome na América Latina e Europa. Ela treina artistas e supervisiona projetos de pesquisa. Criadora do programa internacional El intérprete_The Performer. Atualmente El intérprete e La Ilusionista (sua última criação) estão em turnê pelo cenário nacional. Ela dirige o centro de pesquisa do CILEM e na Europa, ela é membro da rede Fingersix e IDOCDE, além de trabalhar com a empresa suíça PiccoliProduction e com o diretor escocês Angus Balbernie. Na Argentina ela é membro das organizações Escena e Frente de Emergencia de la Danza. Em Buenos Aires, ele faz parte da equipe de programação do salão de dança independente Planta. Ela é formada pela Universidade ArtEZ, Holanda (BA em Criação de Dança, 2005) e pela Universidade de Londres, Royal Holloway (MA em Teatro Físico, 2007). www.melinaseldes.com 

 ARTISTAS E COLETIVOS

América Canela colectivo Identidad Marrón

América Canela. Professora de artes visuais e gestora social. Ela é parte do coletivo Identidad Marrón. Professora em escolas e educadora popular em programas socioculturais que trabalham em vilas e bairros populares. Além disso, ela é especializada no acesso ao sistema educacional. América, ao longo de sua produção, se inspira em sua militância social e sua carreira como educadora. Seu trabalho, no qual convergem múltiplos pontos de vista, é constantemente cruzado por uma perspectiva feminista e anti-racista.

Brandy Butler

Brandy Butler nasceu em Reading, Pennsylvania (EUA) e vive em Zurique desde 2003. Ela é cantora de soul, intérprete, ativista e mãe. Ela se formou na ZHdK com um mestrado em Educação Musical. Ela é membro do coletivo feminista africano da diáspora Bla * sh, (Helvetia Rockt), e co-fundadora do coletivo feminista Mino, que cria novas oportunidades para aumentar a visibilidade da diversidade na cena musical suíça. De 2011 a 2014 ela foi responsável por um renomado programa de música infantil. Em 2012 ela participou do programa de fundição “A Voz da Suíça” e foi eliminada como finalista. Desde então, Brandy Butler tem viajado com várias bandas pelas Américas e África. Ela trabalhou em produções teatrais dirigidas por Christopher (Rüping Zürcher Schauspielhaus e o Münchner Kammerspiele). Desde 2019, ele é membro da equipe do Teatro Neumarkt em Zurique. 

Cesar Gonzalez. Photo: Nacho Arnedo

Cesar Gonzalez. Cineasta, escritor, artista visual. Ele esteve em diferentes prisões entre seus 16 e 21 anos por crimes relacionados a roubo. Ele terminou o ensino médio atrás das grades e continuaria a estudar filosofia. Uma vez fora, ele estudou por um tempo na Universidade de Buenos Aires (UBA), mas rapidamente desistiu e se concentrou inteiramente no estudo da história e da técnica do cinema. Ao mesmo tempo, ele se dedicaria à produção de uma revista literária chamada “Todo Piola?”, que iniciou durante sua estada na prisão com Patricio Montesano, um operário de oficina que trabalhava lá. A revista duraria de 2008 a 2012. Como escritor, publicou 3 livros de poesia: “A Vingança do Cordeiro Amarrado” (2010), “Crônica de uma Liberdade Condicional” (2012) e “Retórica ao Suspiro da Queixa” (2014). Ele tem colaborado e escrito colunas em diferentes meios gráficos e digitais.  Além de ser roteirista, diretor, produtor e editor de seus filmes, ele trabalha como artista visual e produtor musical. 

Dana Rosenzvit

Dana Rosenzvit. Bacharelado em Sociologia (UBA) e Mestrado em Estudos Sociais Latino-Americanos (UBA). Membro do Grupo de Estudos de Sociologia Histórica e do Grupo de Estudos Subalternos da América Latina. Primeiro assistente no Workshop de Pesquisa em Sociologia Histórica da América Latina, Giordano Chair (FSOC/UBA). Ela é atualmente bolsista de doutorado na CONICET. Ela é membro do Grupo de Pesquisa em Estudos Afro-Americanos (IDEIA/UNTREF), o coletivo audiovisual ratinoamerica unida, e é editora assistente do e-l@tina. Sua pesquisa atual gira em torno da co-produção de raça e nação na e a partir da América Latina.

Dani Zelko, Argentina, 1990. Seu trabalho é composto por palavras e pessoas, que se reúnem através de vários procedimentos para gerar reuniões, publicações e eventos nos quais a intervenção política e as experiências com a linguagem são alimentadas.  Desde 2015 ele vem realizando o trabalho Reunión. Ele publicou, entre outros livros: “Juan Pablo por Ivonneel contrarrelato de la doctrina Chocobar“, “Lof Lafken Winkul Mapu“, “Frontera Norte: migraciones forzadas“, “Lengua o Muerte“, “Terremoto” e “Las Preguntas Completas de Osvaldo Lamborghini”. Algumas delas foram traduzidas para inglês, português, alemão, francês e italiano.  

Florencia Mamaní colectivo Identidad Marrón

Florencia Mamaní. San Isidro, Buenos Aires. Designer Gráfico (UBA) e Diretor de Cinema (FUC – Universidad del Cine). Web DeveloperAnimador 2D. Técnico de PC e ex-mochileiro. Ela faz parte do coletivo “Identidad Marrón”, um grupo que enfatiza o racismo sofrido pelas pessoas de pele marrom na Argentina. Descendente de indígenas, ela está atualmente trabalhando em 2 ensaios audiovisuais “Brown Episodes, vol. 1″ e “The Happiness of Florence and Beatriz” onde ela denota a construção do racismo estrutural na Argentina, bem como a falta de direitos sofridos pelos trabalhadores domésticos. 

Alejandro Mamaní colectivo Identidad Marrón

J. Alejandro Mamani. Advogada (UNT), Especialista em Direito da Informática (UBA) Mestre em Direito de Imigração e Políticas de Migração Internacional (UnTREF) Graduado pelo Programa de Atualização em Prevenção Global da Lavagem de Dinheiro e Financiamento do Terrorismo e pelo Programa de Aprofundamento do Direito do Consumidor (UBA). Assessora jurídica da Associação de Mulheres Empreendedoras da Argentina (Ammar), membro legal da Abosex (Advogados pelos Direitos Sexuais), Advogada Cultural, Associação de Advogados pelos Direitos Indígenas (AADI), Advogada de Identidad Marrón (Coletivo Anti-racista) e consultora do Conselho Assessor do Ministério da Mulher, Gênero e Diversidade. 

Kadiatou Diallo é uma curadora independente, facilitadora e produtora cultural que vive entre a Basiléia e a Cidade do Cabo. Ela é co-diretora da SPARCK, um espaço de pesquisa, criação e conhecimento pan-africano e produtora do podcast “Artistas na África”. Seu principal interesse é a compreensão da descolonização através da prática artística. Além de seus projetos de curadoria e colaboração, Kadiatou trabalha atualmente como conferencista e pesquisadora assistente do projeto Estética das Margens no Centro de Estudos Africanos da Universidade da Basiléia, na Suíça, e como membro da Faculdade édhéa (escola de design e escola secundária de arte) em Sierre.

Lucrecia Martel. Nascida em Salta, Argentina, Lucrecia Martel lançou se primeiro longa-metragem LA CIÉNAGA em 2001, seguido de LA NIÑA SANTA em 2004 e LA MUJER SIN CABEZA em 2008. Seu quarto filme ZAMA (2017), uma exploração do colonialismo e do racismo na América Latina, estreou no 74º Festival Internacional de Cinema de Veneza em 2017. Retrospectivas de seu trabalho foram exibidas em instituições artísticas e culturais como Harvard, MoMa, Lincoln Center, Cambridge e o Tate Museum em Londres, juntamente com uma série de master classes sobre som e narrativa realizadas pela cineasta ao redor do mundo. Em paralelo com seu trabalho cinematográfico, Martel demonstrou interesse em outras linguagens artísticas. Sua mais recente colaboração foi com a artista islandesa Björk na direção de seu concerto CORNUCOPIA, que estreou no The Shed e foi aclamada pela crítica como sua mais elaborada performance até o momento. 

Sach’a Sawila. Ela é uma mulher Quechua pertencente à antiga nação Wisijsa e originária da comunidade de Qallcha, na província de Norchichas, Potosi. Atualmente ela vive em Buenos Aires, mas há anos ela pratica e difunde o conhecimento transmitido por seus avós. Através da cozinha tradicional quíchua ela gera consciência do papel essencial dos alimentos como remédio para o Bem Viver. Ela deu numerosos workshops, cursos experimentais e conferências, e é reconhecida em vários campos: tanto gastronômico quanto espiritual, mantendo sempre a essência de sua cosmovisão. A espiritualidade andina está intimamente ligada à prática e ao corpo. Sach’a Sawila trabalha com alimentos como medicamento, mas também como transmissora de mensagens cósmicas e cerimoniais. Em seu papel de mulher original, ela realiza de maneira complementar e em dualidade as cerimônias correspondentes a cada momento do ano andino. Ela também fez parte de muitas reuniões de espiritualidade ao longo do Tawantinsuyu.

Sally Schoenfeldt

Sally Schonfeldt. (1983 Adelaide, Austrália, vive e trabalha em Zurique) investiga em seus trabalhos como o conhecimento é produzido e estabelecido. Schonfeldt compartilha os resultados de uma extensa pesquisa de arquivo em ensaios de vídeo experimental, filmes, apresentações em conferências ou exposições. Suas obras questionam quem exerce o poder de determinar a história e a memória usando a historiografia para investigar métodos de produção de conhecimento em relação aos discursos anticoloniais e à posição das mulheres na história, desafiando repetidamente as historiografias eurocêntricas. Suas obras buscam gerar possibilidades alternativas de interação com a história e contribuir para a construção de novas narrativas em justaposição às consagradas dentro do cânone eurocêntrico. Ele tem mostrado seu trabalho em várias exposições e contextos como ShedhalleKunsthalleUpstateHelmhaus em Zurique, The Swiss Institute em Roma, Tensta Konsthalle em Estocolmo, Swiss Art Awards em Basiléia, entre outros espaços reconhecidos. 

Soraya Maicoño. Nascida em Tecka, uma aldeia Mapuche-Tehuelche, no inverno de 1972. Cantora desde os 7 anos de idade, locutora desde os 15 anos e atriz desde os 22 anos. Criadora do grupo de teatro de fantoches Mahuidanches em 2003, com o qual ela criou e dirigiu os espetáculos “La historia de Pañil“, “La historia de Elal“, “Epeu” e “Llallin cushe“. Desde 1997, ela tem viajado por comunidades, lugares, vilas e cidades como uma compiladora de músicas Mapuche Tehuelche ancestrais. 

Escena Politica. Somos um coletivo de artistas performáticos da cidade de Buenos Aires, um espaço aberto, sem hierarquias ou papéis fixos. No ano de 2015, começamos a realizar ações para questionar e tornar visíveis áreas obscuras da política e da produção cultural da cidade. Chamamos estas ações de “Ações Iceberg”. Durante 2016, realizamos a Cena Política do Congresso Transversal. Um espaço e um tempo de encontro coletivo, de cooperação e cumplicidade, onde criamos outras possibilidades para perceber, pensar e experimentar nossas próprias práticas de criação política e artística. A emergência cultural nos estabeleceu uma agenda de resistência, e após quatro anos de macrismo, a Escena Política se reúne novamente durante o ano de 2020 em meio à pandemia. Nesta ocasião, juntamente com o coletivo Identidad Marrón e outros artistas e acadêmicos, trabalhamos no racismo estrutural que está afetando a Argentina. 

Identidad MARRÓN é uma organização dedicada à visibilidade, luta e abordagem de políticas públicas ao racismo estrutural na Argentina. O grupo foi criado com o objetivo de tornar visível o racismo contra os povos de origem indígena –marrones – a partir da interseccionalidade e articular as dimensões interpessoais, institucionais e culturais, com aspirações de mudanças reais no nível estrutural, políticas públicas e o pleno exercício dos direitos. A partir de uma abordagem anti-racista, o objetivo é criar um senso de identidade marrom, com uma agenda de trabalho em vários campos, como gestão cultural, direito, comunicação, artes, cinema, ciências sociais e políticas.  

Mais informações

AAREA

Quando?
4, 5 e 6 de Dezembro

Nos envie um email, entraremos em contato assim que as inscrições estiverem abertas:
coincidencia@prohelvetia.ch

Nos últimos meses a pandemia tem separado nossos corpos e os multiplicado digitalmente. Mais do que nunca, somos confrontados com as versões digitais e físicas das nossas prórpias representações. « Open-ended encounters », organizado pela plataforma de arte AAREA de São Paulo, se aprofundará neste fenômeno e desenvolverá um espaço de virtual para experimentar as formas atuais de encontros com o outro.

 

« ENCONTROS ABERTOS »

Open-ended Encounters reflete sobre a natureza dos encontros e as atuais formas de convivência que, nos últimos meses, migraram em massa para a internet. Como essa mudança de condição na coletividade influencia a estética e a tecnologia?
Encontros são potenciais gatilhos do imprevisível, possibilitando afetar e transformar nossas subjetividades; estar aberto ao outro potencializa a imaginação para novas realidades e mundos. Open-ended Encounters é um ciclo de encontros que propõe refletir sobre noções radicais de alteridade em associação com outros organismos, tecnologias, espécies, saberes, partindo do desejo de permeabilidade e informado pela recente experiência coletiva de drástico isolamento social, mas também de reconfiguração das formas de encontro.
Open-ended Encounters apresenta sessões ao vivo online nas quais artistas refletem em apresentações e performances sobre seus objetos de estudo e também sobre o próprio formato virtual. O evento será mediado por uma plataforma/ponto de encontro/trabalho feito por O grupo inteiro em Open-Ended Encounters.

PARTICIPANTES: Chus Martínez & Vitória Cribb, Dorota Gawęda & Eglė Kulbokaitė, O grupo inteiro, Ignacio Acosta & Ina Neddermeyer, Jorgge Menna Barreto, Jota Mombaça, Jup do Bairro, Luiza Crosman, Maya Minder, Orgie & El Plvybxy, pedro frança & Darks Miranda. Curadoria: aarea. Open-ended Encounters é um projeto da Fundação suíça para a cultura Pro Helvetia e do aarea no contexto do programa na América do Sul «COINCIDÊNCIA».

SOBRE O AAREA

www.aarea.co é uma plataforma fundada em 2017 que comissiona e exibe trabalhos de arte concebidos especialmente para a internet. Apenas um projeto é exibido a cada edição e os artistas convidados respondem ao desafio de conceber, normalmente pela primeira vez, uma obra cujo veículo exclusivo é a internet. As atividades do aarea se estendem para além do site, em parcerias com outras instituições, em projetos curatoriais e de pesquisa e programas públicos.

« PROGRAMAÇÃO »

SEXTA-FEIRA
4 DE DEZEMBRO

ESTRÉIA NO SITE

GRAVIDADE
Criação: O Grupo Inteiro

Gravidade é uma obra online sob o peso do céu. O peso que voa sobre as nossas cabeças. A concretude mineral das nuvens escuras que pairam no ar. A obra apresenta, em tempo real, o cálculo médio do peso material dos aviões que sobrevoam o espaço aéreo global. Gravidade é também a plataforma de mediação das atividades promovidas no evento Open-ended Encounters.

MAIS INFORMAÇÃO: OPEN-ENDED ENCOUNTERS

ESTRÉIA NO INSTAGRAM
Entre 4/12 e 11/12

The Tongue That Brightens the Planet
Criação: CHUS MARTINEZ e VITÓRIA CRIBB

Contar histórias tornou-se uma ferramenta fértil para criar novas relações entre diferentes formas discursivas, mas também um bom pretexto para alimentar a produção de imagens. Após serem apresentadas por amigas em comum, Chus e Vitória decidiram trabalhar juntas em um conto para o Instagram. A produção de uma nova obra de arte exige muitas etapas, a troca de ideias, o bonito processo de criação de possibilidades e agora, nesses meses movidos por encontros conversando sobre conteúdo no zoom, trabalhar coletivamente é um alívio. Ainda em construção, The Tongue That Brightens the Planet é uma história em imagens sobre a descoberta da linguagem de todas as formas de vida. Uma descoberta que desafiará nossa relação com a natureza para sempre.

MAIS INFORMAÇÃO: INSTAGRAM

SÁBADO
5 DE DEZEMBRO

10 H [BR]
2 PM [CH]

YGRG170
Criação:
DOROTA GAWęDA & EGLE KULBOKAITė

Young Girl Reading Group (YGRG) é um projeto da dupla de artistas Dorota Gawęda e Eglė Kulbokaitė, que surgiu como um grupo de leitura semanal no apartamento em que moravam em Berlim em 2013. Desde então, no âmbito desse projeto performativo estendido em série, as artistas organizaram mais de 160 grupos de leitura e apresentações em vários locais. YGRG partiu de uma leitura coletiva de textos que exploram as interseções entre gênero, raça, habilidade e tecnologia. YGRG170 lerá trechos de Algorithms of Oppression de Safiya Umoja Noble e Ghostly Matters de Avery F. Gordon.

INSCREVA-SE NO FORMULÁRIO: YGRG

11 H [BR]
3 PM [CH]

IBIRITAQUERA PEDRA FANTASMA
CRIAÇÃO
: PEDRO FRANÇA & DARKS MIRANDA

IBIRITAQUERA PEDRA FANTASMA lida com fantasmas de nossa constituição histórica colonial e com o questionamento da ideia de progresso e desenvolvimento extrativista que tem prevalecido no Brasil durante toda a modernidade. Monumentos são postos em cheque, os espectros de nosso processo de colonização, dos povos sacrificados, da mata e dos animais vêm à tona em um movimento explosivo. Um lobo de pano vaga sobre uma terra arrasada. As pedras são desenfeitiçadas e algo que estava aprisionado nelas vaza. O que vive dentro das pedras, quais espíritos? O que sobra da carbonização, quando todos nos tornamos minerais? O gesto de Darks Miranda e pedro frança ensaia quebrar e explodir um monumento como gesto construtivo, para que algo dali seja liberado.

14 H [BR]
6 PM [CH]

A mulher do tempo
CRIAÇÃO: LUIZA CROSMAN

A mulher do tempo é uma performance-vídeo-palestra de Luiza Crosman, na qual a artista explora as relações entre governança e escala planetária. Tirando proveito da interface da plataforma Zoom, a performance acontece simultaneamente em dois canais, um pré-gravado e outro ao vivo. O dispositivo possibilita o diálogo entre duas Luizas, a âncora de notícias e a mulher do tempo. Na fala de ambas as personagens, diferentes cenários de governança serão explorados em relação às medidas referentes à crise climática e ao gerenciamento de recursos planetários.

16 H [BR]
8 PM [CH]

O QUE NÃO TEM ESPAÇO ESTÁ EM TODO LUGAR
CRIAÇÃO: JOTA MOMBAÇA

Esta sessão de estudos passeará por alguns dos elementos conceituais e experenciais ativados por mim na realização do filme O QUE NÃO TEM ESPAÇO ESTÁ EM TODO LUGAR (2020), nomeadamente o problema do ‘lugar’ na experiência diaspórica, o sentido de desintegração que acompanha a velocidade do presente, o parodoxo do sucesso negro e o dilema entre a imposição do movimento e a imposição da localidade.

18 H [BR]
10 PM [CH]

TALLER DE MECÁNICAS
CRIAÇÃO:
ORGIE + EL PLVYBXY

Ao vivo do Centro de Arte MUNAR (Buenos Aires), Orgie propõe a prática de descomposição musical e movimento a partir do álbum Sinteticlube, de El Plvybxy. O coletivo pretende experimentar o desarmamento, instrumentalizando a desconstrução dos sistemas de escuta, propondo uma mecânica sensório-auditiva com fórmulas rítmicas africanas e latino-americanas. Orgie propõe o desencaixe. E, a partir do desencaixe, continuar experimentando. Estar à escuta do desencaixe dos membros e dos órgãos. Transformar o funcionamento das operações colonizadas. Uma experimentação materialista de desarmamento e reparação.

DOMINGO
6 DE DEZEMBRO 

11 H [BR]
3 PM [CH]

Archaeology of Sacrifice
CRIAÇÃO
: IGNACIO ACOSTA

Ignacio Acosta apresentará seu filme Archaeology of Sacrifice, seguido de uma conversa com a curadora Ina Neddermeyer, a partir do seu recente ensaio “The Beauty of Forensics” a ser publicado no catálogo de Archaeology of Sacrifice.

14 H [BR]
6 PM [CH]

Sterile Encounters
CRIAÇÃO
: MAYA MINDER

A artista Maya Minder vai realizar uma fala-performance aberta ao público e um workshop fechado para 28 pessoas. Durante a pandemia de 2020, estamos em tempos de guerra contra agentes invisíveis. Ao criar um ambiente microfóbico, vivemos um período de eliminação não apenas de vírus, mas também de germes e micróbios. Invisíveis e não detectáveis ​​por meros sentidos humanos, eles estão no ar que respiramos, nas superfícies que tocamos e no solo em que pisamos. Trata-se de um trabalho de Sísifo a luta contra a onipresença microbiana, um esforço perpétuo para manter as coisas estéreis. O workshop se propõe a ensinar tudo o que você precisa saber sobre criar Placas de Petri esterilizadas em seu próprio laboratório-cozinha. A artista propõe um experimento prático participativo com materiais fáceis de serem encontrados. Em uma operação tão fácil quanto cozinhar, você pode cultivar sua própria microbiota a partir da auto-amostragem dos micróbios que habitam nossas telas e superfícies.

INSCREVA-SE NO FORMULÁRIO: Sterile Encounters

16 H [BR]
8 PM [CH]

Paladar Tridimensional
CRIAÇÃO: JORGGE MENNA BARRETO

Quando Marcel Duchamp lançou a ideia de que existe um olhar que não é retiniano, que não se forma no olho, ele libertou os artistas e sua plateia para imaginarem uma forma de ver que não está apegada ao seu órgão central. Assim, ele abria precedentes para que pudéssemos pensar em maneiras de des_orgão_nizar os outros sentidos. Paladar tridimensional se inspira em Duchamp para imaginar de que forma podemos conceber um paladar que não se forma na boca, mas no mundo, em estreita relação com a paisagem, nas extensões internas e externas da nossa cavidade mastigatória. O sabor ganha, portanto, proporções ecológicas e complexas, pois já não está limitado às nossas papilas gustativas. Esse foi o ponto de partida para um processo colaborativo entre Jorgge Menna Barreto, Lara Fuke e Rafael Spínola, que resultou em uma animação que mistura maquete, desenho e trilha sonora (esta, de autoria de Hugo Rocha).

18 H [BR]
10 PM [CH]

CRIAÇÃO: JUP DO BAIRRO

Uma performance baseada em programas matinais de televisão.

« BIOS ARTISTAS E
COLETIVOS »

O grupo inteiro reúne diferentes práticas e repertórios nas áreas da arte, design, ensino, arquitetura e tecnologia. Baseado em São Paulo desde 2014, o grupo se posicionou como uma encruzilhada. Busca, assim, multiplicar caminhos e estabelecer condições para diálogos públicos por meio de proposições político-estéticas informadas por diferentes redes, plataformas e projetos realizados por seus integrantes (Carol Tonetti, Claudio Bueno, Ligia Nobre, Vitor Cesar) e aliados. Sua pesquisa atual aborda múltiplas dimensões da infraestrutura e seus modos de operação em relação à dinâmica da vida e a Terra. O grupo inteiro tem trabalhado com colaboradores e instituições culturais e acadêmicas internacionais.

Chus Martínez dirige o Art Institute at the FHNW University of Art and Design em Basel, Suíça. Ela também coordenou o projeto The Current, iniciado pela TBA21 Academy (2018-2020). The Current serviu de fonte de inspiração para Art is the Ocean, uma série de seminários e conferências no Kunst Institut que examinam o papel dos artistas na concepção de uma nova experiência da natureza. Martínez lidera um projeto de pesquisa apoiado pelo Muzeum Susch no Institute for Art sobre o papel da educação, que promove a igualdade de direitos para mulheres no campo da arte. Chus Martínez, nascida na Espanha, tem formação em filosofia e história da arte. Anteriormente, foi curadora-chefe do El Museo Del Barrio em Nova York. Chus assumiu a curadoria da Documenta (13) (2012) e foi integrante do Core Agent Group. Antes disso, ela foi curadora-chefe no MACBA, Barcelona (2008–2011); diretora do Frankfurter Kunstverein (2005–2008) e diretora artística da Sala Rekalde, Bilbao (2002–2005). Foi curadora do Pavilhão Catalão da 56ª Bienal de Veneza (2015) e Cypriot Pavilion (2005). Também participou da Bienal de Istambul (2015); Carnegie International (2010) e da Bienal de São Paulo (2010). Martínez também é curadora do TANK, espaço expositivo do Institut Kunst em Basel, onde coordena exposições comissionadas. Chus Martínez ministra palestras com frequência, publica textos em catálogos e ensaios críticos na Artforum e outras revistas internacionais.

Vitória Cribb (nascida em 1996, Rio de Janeiro, Brasil) é filha de pai haitiano e mãe brasileira. Graduanda na Escola Superior de Desenho Industrial da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, é designer e artista interdisciplinar que explora a convergência da imaterialidade das novas mídias com as mídias físicas e táteis. A artista busca trazer a multidisciplinaridade em suas séries artísticas a partir da investigação do comportamento de tecnologias visuais e seus desdobramentos. Cribb participou do programa de residência online de Futuros Possíveis com direção artística e curadoria de Gabriela Maciel e co-curadoria de Yasmine Ostendorf no Largo das Artes, Rio de Janeiro (maio – julho, 2020); e da residência web no espaço OLHÃO, São Paulo (junho, 2020). Seu trabalho foi exposto na Galeria Bitforms (NY, EUA); Epicentre e WDWDN (The Wrong Biennale); “Começo de Século”, da Galeria Jaqueline Martins (São Paulo, Brasil); CADAF (Miami, EUA); Festival Art Core (Rio de Janeiro); FastLineo Festival ArtNight em Londres (Walthamstow Venue, Inglaterra); Festival Internacional da Imagem de Valongo (Santos, Brasil).

Dorota Gawęda (nascida em 1986, Polônia) e Eglė Kulbokaitė (nascida em 1987, Lituânia) são uma dupla de artistas que vive em Basileia (Suíça). Elas trabalham com mídias diversas, entre elas performance, fotografia, instalação, fragrância, escultura e vídeo. A dupla explora uma produção artística colaborativa a partir de pesquisa por mídias aberrantes que se prestam à criação de ambientes especulativos. Formalmente, Gawęda e Kulbokaitė exploram a incompletude e a ininteligibilidade linguística, evidente tanto na maneira como abordam a performance quanto nos ambientes e objetos escultóricos propostos, oferecendo formas de renegociar nossa complexa relação com a Natureza – esse sistema ecológico que historicamente definimos como apartado de nós mesmos, como algo que nos é externo. Gawęda e Kulbokaitė também são fundadoras de YOUNG GIRL READING GROUP (2013-), um projeto amplo e em série, e com o qual já organizaram mais de 150 grupos de leitura e performances num ritmo sustentável, em diversos locais. Atualmente, a dupla vem desenvolvendo o arquivo digital YOUNG GIRL READING GROUP, lançado em 2020, em colaboração com a ARIEL- Feminisms in the Aesthetics (Copenhague). Exposições anteriores: Amanda Wilkinson Gallery, Londres (solo, 2020 e 2018); Fri Art – Centre d’Art de Fribourg / Kunsthalle Fribourg e Wallriss (solo, 2020); Futura, Praga (solo, 2019); Lafayette Anticipations, Paris (2019); Schimmel Projects – Art Centre Dresden (solo, 2019); Lucas Hirsch Gallery, Düsseldorf (solo, 2019); Spazio Maiocchi, Milão (2018); 6a Bienal de Atenas (2018); Cell Project Space, Londres (solo, 2018); Baltic Triennial 13, SMC/Contemporary Art Centre, Vilnius (2017); Musée d’Orsay, Paris (2018); 6a Bienal de Moscou para Arte Jovem, MMOMA, Moscou (2018); Palais de Tokyo, Paris (2018); Mikro, Zurique, Suíça (solo, 2017). Exposições em 2020: RYXPER1126AE, Trafo Gallery, Budapest (2020); vertigem horizontal, Coleção Julia Stoschek, Düsseldorf (2020); MOUTHLESS (DZIADY), On Curating Project Space, Zurique (2020).

pedro frança (nascido no Rio de janeiro, vive e trabalha em São Paulo) é artista e membro do Grupo de Teatro Ueinzz. Estudou na Escola de Artes Visuais do Parque Lage do Rio de Janeiro entre 2001 e 2005 e é mestre em história social pela PUC-Rio (Rio de Janeiro). Desde 2011, pedro frança tem trabalhado como artista utilizando diversas mídias, principalmente pintura, instalação e vídeo. Seu trabalho envolve rearranjos esquizo e metonímicos de imagens e objetos, tanto em práticas individuais quanto colaborativas. Entre suas principais exposições coletivas ou individuais estão: The Void Before (Galeria Jaqueline Martins, São Paulo, 2020); exposição do prêmio Marcantonio Vilaça (FAAP, São Paulo, 2019); AI-5 – Ainda não acabou (Instituto Tomie Ohtake, São Paulo, 2018); Não me julgue! Acabei de chegar e tem essa Úlcera Gigante entre nós (Museu de Arte de Ribeirão Preto, Ribeirão Preto, 2018); Sítios do delírio (MAR, Rio de Janeiro, 2017); Frestas (Trienal do SESC, São Paulo, 2017); Homeroadmovie (Centro Cultural São Paulo, São Paulo, 2012). Além disso, desde o mesmo ano, frança integra o Grupo de Teatro Ueinzz, coletivo de teatro que reúne pessoas com todo o tipo de experiências psíquicas. Com o grupo, participou no desenvolvimento e execução das obras Cais de Ovelhas [Noreadymademen] (2012-2015); Gravidade Zero [Zero Gravity] (2015-2017); e Mobedique HORS ACVE (2018-2019). Por fim, foi indicado ao Prêmio PIPA em 2016, 2017, 2018 e 2019 e ao Prêmio Marcantonio Vilaça em 2019.

Darks Miranda (século XX, Fortaleza) vive e trabalha no Rio de Janeiro. Autoficção e incorporação de forças incontroláveis, Darks Miranda é uma entidade pastelão das trevas que equilibra frutas sobre a cabeça assombrada por suas antepassadas. Brota dos escombros mudos da modernidade, sem ginga, e desliza pelas camadas de lodo acumuladas no concreto através dos tempos. Participou de exposições em espaços como Galeria Ibeu, Capacete, Galeria Cavalo, Casa França-Brasil, Museu de Arte do Rio, Paço Imperial, Galeria A Gentil Carioca, Archive Kabinett (Berlim), Filmhuis Cavia (Amsterdã) e Tate Modern (Londres). Em 2019 realizou sua primeira exposição individual, “mulher desfruta”, na Galeria Cândido Portinari (UERJ).

Luiza Crosman é artista e produtora cultural baseada no Brasil. Seu trabalho abrange instalações, design especulativo, educação e dinâmicas institucionais, com especial interesse em metodologias diagramáticas e infraestruturais. Seus principais interesses estão relacionados à infraestrutura e governança contemporâneas, ficção científica e abstração. Já desenvolveu projetos para o Strelka Institute, 33ª Bienal de São Paulo, Pivô, São Francisco Moma, Wiels, KW entre outros. Entre 2014 e 2017 dirigiu o espaço de projetos casamata, localizado no Rio de Janeiro. Ela é também uma das fundadoras da plataforma educacional BLOCC (Building Leverage Over Creative Capitalism), desenvolvida durante a SommerAkademie Paul Klee, Bern, Suíça.

Jota Mombaça (Brasil) é artista interdisciplinar cuja obra deriva da poesia, da teoria crítica e da performance. A matéria sonora e visual das palavras desempenha um papel importante em sua prática, que muitas vezes se relaciona com a crítica anticolonial e a desobediência de gênero. Por meio da performance, da ficção visionária e das estratégias situacionais de produção do conhecimento, Jota pretende ensaiar o fim do mundo como o conhecemos e a figuração do que vem depois de desalojarmos o sujeito Moderno-Colonial de seu pódio.

ORGIE (Organización Grupal de Investigaciones Escénicas) nasceu em 2016 como um grupo de ação cênica que investiga as forças que operam na produção da subjetividade contemporânea. Diarios del Odio (2017), da coleção homônima de poemas de Roberto Jacoby e Syd Krochmalny, foi sua primeira criação de palco. Seguiu-se de Pasadas de Sexo y Revolución (2018), uma mostra do imaginário político-sexual do ativismo e uma festa pública. ORGIE também organiza ciclos de treinamento cênico e político, como Strange Formations e Entrenar la fiesta.

Ignacio Acosta é um artista e pesquisador chileno baseado em Londres. Trabalha com fotografia e cinema em locais que se tornaram vulneráveis com aexploração da ecologia via intervenção colonial e intensa capitalização. Seus projetos de pesquisa são entrecruzados e envolvem amplo trabalho de campo, análise investigativa, documentação audiovisual e escrita crítica em locais e materiais de significado simbólico. Acosta se interessa pela resistência ao impacto industrial extrativista em ambientes naturais valorizados e, a partir de tecnologias de visão, desenvolve trabalhos criando significativas narrativas visuais. Seu trabalho como artista situa-se na necessidade urgente de abordagens artísticas para tratar de forma crítica a criação de paisagens deterioradas pela mineração. Entre suas exposições recentes estão: Archaeology of Sacrifice, Zeppelin Museum Friedrichshafen, Alemanha (2020); Human Nature, Västerbottens Museum, Suécia (2020); Tales from the Crust, Arts Catalyst, Londres, Inglaterra (2019); Drones y Tambores, Museo de la Solidaridad Salvador Allende, Santiago, Chile (2019); Litte ja Goabddá; Museu Ájtte, Jokkmokk, Suécia (2019); Tierra, CDAN / Centro de Arte y Naturaleza, Huesca, Espanha (2019); Game of Drones, Zeppelin Museum Friedrichshafen, Alemanha (2019); Drone Vision, Hasselblad Centre, Göteborg, Suécia (2018); Mapping Domeyko, Łaźnia Centre for Contemporary Art, Polônia (2018); Copper Geographies, National Waterfront Museum, Swansea, Inglaterra (2017); Traffiking the Earth, MAC, Museo Arte Contemporáneo, Chile (2017).

Ina Neddermeyer estudou história da arte, ciência política e filosofia em Berlim e Florença. Após estágio científico no Kunstpalais de Erlangen, foi curadora da coleção municipal de Erlangen, de 2013 a 2016. Em 2014, também ocupou o cargo de diretora do Kunstpalais de Erlangen. Desde 2016, é curadora e diretora do departamento de arte do Zeppelin Museum Friedrichshafen. Ina Neddermeyer foi curadora de inúmeras exposições, incluindo as exposições individuais de Peter Land; Reynold Reynolds; Otto Dix; Marta Hoepffner e Willi Baumeister, assim como as exposições coletivas #catcontent, Thicker than Water. Family Concepts in Contemporary Art, Brave New Worlds. Virtual Realities in Contemporary Art and Game of Drones. Of unmanned aerial vehicles.

Maya Minder vive e trabalha em Zurique, é ativista, artista e pesquisa a importância dos micróbios para a vida diária. Seu trabalho é sobre o cultivo de comunidades e delícias culinárias. A fermentação e o foco no microbioma humano desempenham um papel fundamental neste processo e Minder costuma usar o termo “fermentação social”. Semelhante ao conceito de cultura, que tem suas raízes em um contexto agrícola e agora engloba conceitos relacionados ao conhecimento, valores e civilização, o conceito de fermentação social descreve um processo metabólico, como a transformação química de açúcar em ácidos, e refere-se também aos fenômenos sociais de agitação e levante. Seu trabalho foi indicado a vários prêmios como Kadist Award, Pro Helvetia Werkbeitrag, Pax Award; foi exibido em contextos de artes visuais e performáticas locais e internacionais como Ars Electronica; AEGardens2020; Piksel Spill Fest (Noruega); Kunsthalle Zurich (Suíça); Klöntal Triennale (Suíça); Food Culture Days (Suíça).

Jorgge Menna Barreto, Ph.D. é artista e educador, cujas prática e pesquisa têm se dedicado aos desdobramentos da arte site-specific há mais de 20 anos. Em 2014, fez um pós-doutorado na UDESC, Florianópolis, onde colaborou com um biólogo e um agrônomo para investigar relações entre o site-specific e a agroecologia, com ênfase em agroflorestas. Atualmente na Europa, dedica-se a um segundo pós-doutorado na LJMU, Inglaterra, que resultará no trabalho que irá apresentar Bienal de Liverpool em 2021. Menna Barreto aborda as práticas site-specific a partir de uma perspectiva sul-americana e crítica, tendo dado aulas, palestras e escrito extensivamente sobre o assunto. Traduziu, do inglês, autoras relacionadas ao assunto, incluindo Miwon Kwon, Rosalyn Deutsche, Hito Steyerl e Anna Tsing. Menna Barreto tem participado de inúmeras residências, projetos e exposições internacionais. Em 2016, participou da 32a Bienal de São Paulo, onde mostrou o seu premiado projeto Restauro: um restaurante que operava a partir de uma rede complexa de regeneração ambiental em colaboração com agroflorestas do MST do estado de São Paulo. O projeto viajou para a Serpentine Galleries em Londres, 2017, onde o artista trabalhou com um especialista em plantas alimentícias não convencionais, uma ilustradora botânica e produtores orgânicos locais. Em 2020, enquanto residente na Jan van Eyck Academie, na Holanda, lançou o periódico Enzyme em colaboração com Joélson Buggilla. Em Genebra, na Suíça, tem colaborado com o mestrado em arte socialmente engajada na HEAD – Haute École d’Arts Appliqués, com quem está construindo um acordo de cooperação focado em ecopedagogia. Desde 2015, Menna Barreto é professor no Instituto de Artes da UERJ, no Rio de Janeiro, e, em 2021, passará a ser docente do departamento de arte e do mestrado em arte ambiental e prática social na Universidade da Califórnia Santa Cruz, EUA.

Jup do Bairro is a multiartist. In mid 2007, Jup do Bairro found in the arts the possibility of externalizing her experiences. She has been working as an educator, speaker, styling, actress, singer, performer and event producer, all in a self-taught way and always bringing narratives that cross her transvestite, black, fat and peripheral body. In recent years, Jup do Bairro has collaborated with her musical partner and great friend Linn da Quebrada, inside and outside Brazil. In addition to developing her solo career, Jup is also a presenter, alongside Linn da Quebrada, of the TransMission TV show on Canal Brasil channel. In 2020 Jup launched the EP CORPO SEM JUÍZO, with BADSISTA’s musical direction and feats. by Deize Tigrona, Rico Dalasam, Linn da Quebrada and Mulambo.

Mais informações

Centro Cultural Gabriela Mistral

Quando?
9, 10, e 11 de Dezembro

Nos envie um email, entraremos em contato assim que as inscrições estiverem abertas:
coincidencia@prohelvetia.ch

A população do Chile quer uma nova constituição e mais participação nos processos políticos. O webinar, realizado pelo maior centro cultural do Chile, o Centro Cultural Gabriela Mistral, revê como as instituições culturais precisam colaborar e trabalhar juntas para um futuro diferente: Como a participação cultural pode acontecer nesse futuro? Que futuro está sendo construído por uma nova geração de artistas engajados politicamente? Que papel a arte e a cultura devem desempenhar como colaboradores centrais para os processos democráticos? 

 

« PRÁTICAS CO »
princípios e desafios para

(co)munidades,
(co)mpromisso e
(co)laboração

APRESENTAÇÃO 

O seminário se estruturará com Provocações: entendidas como palestras de no máximo 30 ou 40 minutos que agitam e levam à inspiração sobre um tema específico. Eles pretendem ser removíveis assim que detonarem linhas de pensamento ou exemplos inovadores em seu campo. Também serão apresentadas conversas entre diferentes agentes culturais para gerar uma reflexão comum sobre um tema específico. 

O seminário inteiro será traduzido em inglês e espanhol. O painel de 9 de dezembro também incluirá um intérprete chileno de Libras. As provocações e painéis incluirão o trabalho da Keep Ideas para resumir ao vivo as idéias mais importantes em ilustrações gráficas. 

O registro é gratuito em www.gam.cl
Este seminário é possível graças ao apoio da Pro Helvetia. 

             « PROGRAMAÇÃO »

DIA 1. (CO)MUNIDADES
9 de dezembro   

Os grupos se reunirão e se encontrarão, reconhecendo a si mesmos em diferentes valores que os moldam como comunidade e que os levam a processos em comum de ativismo, entre eles, em questões como a inclusão. 

10 HRS. (CL/BR)
2 PM (CH)  

Palavras de boas vindas do Centro Cultural Gabriela Mistral e representante da Pro Helvetia 

10:15 HRS.  (CL/BR)
2:15 PM. (CH) 

PROVOCAÇÃO:

A declaração des muites (DIE VIELEN), Alemanha
Philine Rinnert e Raul Walch 

A Declaração des muites é uma articulação colaborativa de várias organizações culturais que se reúnem em 2017 para fortalecer as oportunidades de comunicação e ação entre artistas, espaços e agentes das artes cênicas. Em particular, elas geram ativismo político promovendo o teatro e a criação como meio de construir uma sociedade diversificada. Eles promovem a visão de um espaço criativo sem censura, composto de pessoas de todas as cores, gêneros, orientações sexuais, necessidades de inclusão, assim como de todas as religiões ou não e, acima de tudo, baseado na igualdade.

12 HRS. (CL/BR)
4 PM. ( CH)  

[CO]NVERSA: 

Francisco Medina e Francisca Guerra, Residencia Inclusiva GAM (Chile) e THEATER HORA PROJECT (Suíça) 

A Residência Inclusiva Digital GAM, chamada Contagiosidade Criativa, propõe uma nova metodologia de experiência de residência com artistas com deficiência, apropriando-se das idéias de dança/inclusão/comunidade, e adaptando o conceito de “contágio” a uma instância única. Esta residência trabalha com a idéia da comunidade criativa, desde artistas não profissionais até cineastas premiados, marcando uma mudança no modelo social no qual enfrentamos a idéia de deficiência. Um projeto GAM digital 2020.

 

Dia 2.(CO)MPROMISSO
10 de dezembro  

O engajamento das artes é abordado em múltiplas dimensões, incluindo a política. No Dia Internacional dos Direitos Humanos, revisitamos a visão dos artistas sobre como os processos criativos afetam o tecido político em seus contextos e territórios. 

10HRS. (CL/BR)
2 PM (CH)   

PROVOCAÇÃO:

Coletivo LasTesis (Chile) 

12H (CL/BR)
4 PM (CH) 

[CO]NVERSA:  

Lola Arias, Diretora de Teatro
Marco Layera, Diretor de Teatro, Chile 

Wallmapu Ex Situ: Aldir Polymeris e Jose Cáceres Mardones 

 

DIA 3. (CO)LABORAÇÃO
11 de dezembro  

Diante de cenários adversos, as organizações são reconfiguradas em estratégias colaborativas que desenvolvem novos modelos e abordagens para aprimorar seu trabalho. As propostas de inovação sobre estes métodos serão fundamentais em uma construção conjunta. 

10H (CL/BR)
2 PM (CH)  

PROVOCAÇÃO:

Lala Deheinzelin (Brasil)

12H (CL/BR)
4 PM (CH) 

[CO]NVERSA

RESO RED DE DANZA (SUIÇA):
Boris Brüderlin, Diretor
Simona Travaglianti, Diretora de projetos

NODO DE ARTES VIVAS (CHILE):
María José Cifuentes, Chile 
Francisca Peró Gubler, Chile

 

         « BIO ARTISTAS E COLETIVOS »

Raul Walch [Alemanha] Artista visual que vive e trabalha em Berlim. Escultor da Kunsthochschule Berlin-Weißensee e da Universidade das Artes de Berlim. Bolsista do Institut für Raumexperimente. Expôs internacionalmente e como ativista é membro da diretoria da iniciativa Die Vielen e.V. (Lxs muchxs) e da associação berlinense de artistas BBK. Atualmente ele é professor do programa internacional MFA “Arte Pública e Novas Estratégias Artísticas” na Bauhaus-Universidade de Weimar. 

Philine Rinnert [Alemanha] Cenógrafa da Universidade de Artes de Berlim e da Academia de Teatro de São Petersburgo. Trabalha como artista e cenógrafa independente para diferentes diretores e teatros. Além de seu trabalho teatral, ela também está trabalhando em projetos e instalações no site especific. Em 2017, Ela co-fundou a associação DIE VIELEN (Lxs Muchxs) em Berlim. 

Francisco Medina (Chile) Ator, diretor, pesquisador e professor de artes cênicas. Ele é um dos fundadores da Compañía Teatro Niño Proletario e fundador da Compañía MANADA, pioneira na pesquisa de projetos de dança para a primeira infância e o uso de novas tecnologias no Chile. 2020 foi selecionado pela Fundação Mustakis e pelo Centro de Creación NAVE como o artista em residência da fundação e iniciou a primeira Residência Criativa do Centro Cultural Gabriela Mistral, criando uma proposta para a criação de artistas com deficiências, compositores musicais e diretores de cinema. 

Francisca Guerra (Chile) Estudante do terceiro ano da carreira de intérprete de dança na Universidad de las Américas. Ela participou do ciclo “Cuerpo Inteligencia”, realizado em 28 de setembro de 2019, no qual realizou o espetáculo em homenagem à grande coreógrafa Carmen Beuchat, onde apresentou o estudo final de sua obra “La luna es testigo”. Ele participou da remontagem da peça do festival de artes cênicas “Peñiko” em Villa Grimaldi. Produto de cirurgias de correção vertebral, ela tem um suporte metálico ao longo de todas as costas, sendo a única estudante com deficiência motora em sua carreira profissional. 

Lola Arias [Argentina] Escritora, diretora de teatro, cinema e intérprete. Suas obras atravessam a fronteira entre a ficção e a realidade. Ela escreveu e dirigiu peças teatrais de destaque como Mi vida después (2009), Campo Minado (2016) e Atlas des Kommunismus (2016), muitas delas em co-produção com teatros e organizações internacionais. No Chile, ela estreou El año en que nací (2012), baseado em biografias de jovens chilenos nascidos durante a ditadura. Ela trabalhou em colaboração com diferentes artistas de diferentes partes do mundo e seus textos, histórias, poemas e roteiros, foram traduzidos em mais de sete idiomas e são apresentados em festivais ao redor do mundo.  

Marco Antonio Layera (Chile) Diretor de teatro, professor e dramaturgo. Ele estudou Direito e se especializou em Criminologia. Sua formação teatral ocorreu no El Teatro Escuela La Matriz e na Escuela Teatro Imagen. Em 2008, fundou a empresa La Re-sentida, da qual é Diretor Artístico, e encenou vários projetos, incluindo Paisajes para no Colorear (em produção com GAM). Seu trabalho já foi apresentado em 30 países e em mais de cem etapas internacionais. Em seus espetáculos ele assume como um dever o descaramento, a profanação de tabus e a reflexão da provocação, dando à criação teatral uma grande responsabilidade política, e entendendo-se como um instrumento de crítica, reflexão e construção.  

Lala Deheinzelin (Brasil) é uma futurista e especialista em novas economias. Ela trabalha em vários continentes assessorando corporações, governos, organizações e a ONU. Ela é pioneira na economia criativa no Brasil, também nomeada como uma das 100 mulheres do mundo que estão desenvolvendo um futuro colaborativo. Criadora da Fluxonomia 4D, um método que combina estudos futuros e novas economias, ela criou o movimento Criar Futuros. Autor de Desejável Novo Mundo e compilações sobre Economia Criativa e Colaborativa no Brasil, México e Colômbia. 

THEATRE HORA  

Theatre HORA foi fundado em 1993 com o objetivo de fazer teatro com pessoas com deficiências principalmente por razões artísticas e para contribuir com o palco, e não como um processo terapêutico. Trabalha com artistas de renome da comunidade suíça, bem como internacionalmente.  

Yanna Rüger (Suíça)  Co diretor artístico do Theatre HORA. Atriz, curadora, professora e gerente independente. Trabalhou no estúdio de atuação no Schauspielhaus Zürich. Ela era membro permanente da Companhia de Teatro Neumarkt em Zurique e pertencia aos grupos “Andcompany & Co” e “Das Helmi”, Simone Blattner e Heike M. Goetze. Ela é a fundadora e diretora artística do coletivo “Cooperação Infinita”. De 2018 a 2020, ela co-dirigiu e curadoria da Zentral Bühnen para o Teatro Zürcher Spektakel. Desde o verão de 2020, ela trabalha como diretora co-artista no Teatro HORA – Stiftung Zueriwerk. Ela também ensina o Método Feldenkrais em aulas individuais e em grupo. 

Ivna ‘ic (Suíça) Co-diretor da Hora do Trabalho. Estudou Estudos de Teatro Aplicado, Direção de Teatro e Escrita Dramática em Giessen, Hamburgo e Graz. Desde 2011 ela trabalha como escritora freelancer, palestrante e diretora no Teatro Maxim Gorki de Berlim, Schauspielhaus Vienna, Lucerne Theatre, Neumarkt Theatre, Schauspiel Essen, HKB Bern, Goethe University Frankfurt e outros teatros e escolas de arte. ic recebeu numerosas bolsas de estudo e prêmios por seu trabalho como dramaturga. Desde 2020, ela é membro da equipe de gestão do Teatro HORA.  

LASTESIS

LASTESIS é um coletivo artístico, interdisciplinar e feminista de mulheres de Valparaíso, Chile, composto por Daffne Valdés Vargas, Paula Cometa Stange, Lea Cáceres Díaz e Sibila Sotomayor Van Rysseghem. O coletivo se dedica à difusão da teoria feminista através da performance, especificamente através de uma linguagem interdisciplinar que combina as artes cênicas, som, design gráfico e têxtil, história e ciências sociais. Com seu trabalho elas procuram traduzir as teses de autoras feministas em estímulos visuais, sonoros e corporais, configurando um dispositivo para múltiplos públicos. Parte de seu trabalho incluiu a revisão específica das abordagens da antropóloga argentina Rita Segato, resultando, entre outros processos, na famosa intervenção de rua Un violador en tu camino, replicada em mais de 50 países. Eles fazem parte das 100 pessoas mais influentes de acordo com a Revista Times 2020. 

WALLMAPU EX SITU

Wallmapu ex situ é um projeto virtual de Zoom que toma como referência para pesquisas ontologias indígenas e o “Parlamento das Coisas” de Bruno Latour. No projeto, representantes de atores humanos e não humanos da Suíça e do Chile se reúnem para refletir sobre sua história comum e suas interdependências dentro da Wallmapu.  

  

Aldir Polymeris. (Chile e Suíça) Artista e intérprete de vídeo, que já viveu entre o Chile e a Suíça. Após um ano de estudo de antropologia na Universidade de Concepción (Chile), ele estudou arte, mediação artística e história da arte em Berna na Haute Ecole d’Art, no Instituto Pedagogique e no Instituto de Historia del Arte, respectivamente. Aldir é co- diretor artístico da Trop Cher to Share, co-fundador da oficina da casa Schwobhaus. Aldir foi recentemente nomeado para a Comissão de Arte da Cidade de Berna. 

Jose Cáceres Mardones. (Chile e Suíça) Historiador e curador independente, professor e pesquisador de história latino-americana e estudos pós-coloniais na Universidade de Zurique.

RESO RED DE DANZA

RESO DANCE NETWORK (SUÍÇA) é uma rede criada em 2006 como um processo de continuidade a uma instância única, onde a cena de dança suíça se uniu para lutar por melhores condições e reconhecimento social da dança como disciplina artística. Esta rede coordena as iniciativas locais e nacionais. Aprenderemos mais sobre seus projetos como o Fundo dos Programadores e o Fundo do Público Jovem. Programas onde todos os anos, os membros do Reso selecionam projetos de dança para uma co-produção.  

Boris Brüderlin [Diretor] Ele estudou literatura, teatro, história e estética cinematográfica nas universidades de Lausanne, Berna e Berlim, bem como dramaturgia na Universidade de Música e Teatro de Leipzig. Boris Brüderlin trabalhou como assistente de direção no Teatro Luzerner e no Théâtre Vidy-Lausanne. Administrador e dramaturgo de várias companhias de teatro e dança, em particular na Kaserne Basel, Gessnerallee Zürich e Dampfzentrale Berne, dirigiu o Treibstoff Theatertage Basel de 2010 a 2013 antes de ser nomeado diretor de dança, teatro e cultura para jovens dentro do Departamento de Cultura do Cantão da Basiléia-Cidade. Ele é o responsável pela Reso desde agosto de 2016. 

Simona Travaglianti [Gerente de Projetos] estudou Artes Cênicas, História e Estética do Cinema e História da Arte nas Universidades de Berna e Lausanne. Em 2013, ela recebeu seu doutorado do Instituto de Estudos Teatrais de Berna com um trabalho interdisciplinar intitulado “Espaços em Situação”. Ela ocupou vários cargos dentro da Universidade e das Escolas Secundárias de Arte (assistente, professora, colaboradora científica). Para festivais e apresentações de dança, ela realizou formatos de mediação, como oficinas de acompanhamento, apresentações e encontros com artistas e participou de produções como dramaturga de dança freelancer. Ela é membro do júri do Prêmio de Dança Suíça do Departamento Federal de Cultura. Desde 2019, ela tem sido gerente de projetos dentro da Reso.

NODE DE ARTES VIVAS (Chile)  

NODO Artes Vivas (Chile), é uma rede associativa que reúne 10 instituições e agentes culturais diferentes das Artes Cênicas e Visuais, cujo objetivo é promover o mercado e a exportação de bens e serviços culturais, utilizando novas lógicas de investimento e produção baseadas em economias colaborativas e criativas. O projeto nasceu graças ao apoio da CORFO, através de seus programas de competitividade NODE e das consultorias da Chile Creativo. Sua missão hoje é propor outras visões e possibilidades para o mercado de arte, e a medição de seus impactos. 

María José Cifuentes [Chile] Candidato a Doutorado em História e Mestre em Artes Cênicas e Cultura Visual. Historiador, professor, pesquisador, gerente e curador no campo das artes cênicas. Ela participou como programadora e curadora de festivais na Europa e na América Latina, além de ter dado conferências em vários países. Autora de vários livros dedicados à dança, ela também é membro e curadora de diferentes organizações nacionais e internacionais. Atualmente ela é Diretora Artística e Executiva do NAVE, Centro de Creación y Residencia em Santiago do Chile.  

Francisca Peró Gubler [Chile] Bacharel em Artes e Atriz, com estudos na Escola de Atuação da UCLA, Universidade da Califórnia. De 2017 até hoje ela é Diretora Executiva do Teatro Biobío na cidade de Concepción, um espaço cultural inaugurado em março de 2018, o maior palco do Chile. Ela ensina e programa festivais, centros culturais e mercados de artes cênicas. Ela colaborou na coordenação da programação internacional do GAM em vários projetos entre eles: Ciclo do GAM de Buenos Aires, Ciclo de danza nórdico GAM e Diminuto Circus Tour à Austrália 2016, financiado com um fundo da DIRAC.